#Resenha Literária: A biblioteca de Paris
Eu literalmente acabei de ler este livro (ok, não tão assim mas há menos de 1 hora). Lilly é uma jovem que mora nos Estados Unidos (nos anos 80) e vive com o pai e a mãe e sempre curiosa sobre sua vizinha Odile, uma jovem senhora que veio de Paris, e já viúva e sem o filho, se limita ao seu lar e a igreja. Após alguns eventos, Lille e Odile começam a criar uma amizade e a história de Odile nos é revelada aos poucos.
O livro alterna entre a narrativa de Odile entre os anos de 1939 e 1944, justamente durante os eventos da Segunda Guerra Mundial. A narrativa inicial é lenta mas foi impossível não se emocionar ao longo da história. Ainda que como cidadã parisiense, Odile se vê auxiliando, partilhando os livros com os perseguidos pelo nazismo e guardando os acervos da biblioteca onde trabalha e tentando sobreviver em meio á escassez e aos horrores da época.
Mesclando romance ao conflito da época, a obra retrata a importância da cultura e dos livros, assim como a dificuldade de como se manter firme e do que seria certo e errado num período tão tenebroso que foi a guerra.
Somado á isso, com a narrativa de Lilly, que também lida com sua carga de drama (SEM SPOILERS), sua amizade com Odile também traz temas como perda, amizade, propósito, relações familiares e toda sua singularidade e delicadeza. Ainda que Odile tenha vivido sua juvedntude num momento tão terrível, ela e Lilly estabelecem pontos em comum, em que a experiência ensina e ajuda a jovem a caminhar e por outro a juventude ajuda Odile a ver que ainda há mais para ela e que o passado não pode ser um peso ou prisão.
No começo estava meio receosa mas conforme a leitura se desenvolve, ela nos conquista. Há outros personagens que são apresentados e outros pontos de vista colocados, e para cada um sente-se um pouco mais a emoção de uma era instável na história, a importância dos livros e de que eles representam mais que letras e histórias impressas em papel, além de que muitas vezes as pessoas não preto no branco e que decisões podem repercutir para sempre e que a vida é muito curta para carregar certas cargas, para não amar e viver plenamente.

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