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Mostrando postagens com o rótulo 2021

#Contos: Onde moram as nuvens - Capítulo 2

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  Quando tinham 5 anos, Celina e Eldon brincavam no quintal da casa na fazenda que a família tinha. Para eles a terra repleta de grama verde e salpicada de pequenas flores parecia infinita, e entre as árvores espaçadas eles construíam um mundo inteiro.  O reino da infância era recheado de boas memórias, e presente em todas elas estava Eldon. Parecia impossível que agora ele não existisse mais. Celina e seu irmão fariam 30 anos em poucas semanas, e agora ela seria a mais velha. Já faziam dez anos que não ira até a pequena cidade de Colina Azul, cidade montanhosa no interior, com picos altíssimos que faziam o local ser conhecido como o lugar onde moravam as nuvens. Saiu assim que pode, se sentindo confinada pelo ar de marasmo que pairava sobre todos, que pareciam desejar a todo custo manter a cidade parada no tempo e focada em suas lendas locais. Quando abriu os olhos, estava em um divã na sala de sua chefe, cercada pela mesma e por duas colegas, que a olhavam como se já soubess...

#Contos: Onde moram as nuvens - Capítulo 1

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                Celina sempre amou a chuva.  Os trovões, raios e relâmpagos rasgando os céus a enchiam de serenidade. Por mais que fosse um algo trivial, evitava compartilhar esse detalhe sobre ela com os outros, isso após uma colega de trabalho fazer um comentário que a fez se sentir mal. Afinal, as pessoas geralmente tinham medo do tempo negro como breu, das nuvens como que prenunciando o fim do mundo.               Ás vezes quando dormia, sonhava que chovia sob sua cama, onde uma nuvem cinza derramava uma infinitude de água sobre o quarto, e sempre acordava com um som de trovão retumbante. Ao abrir os olhos, sentia uma solidão imensa ao mirar o teto limpo, por assim dizer. Sua vida seguia um ritmo tranquilo e até um tanto tedioso, trabalhava como design gráfico numa loja de moda on line, fazia pilates e lia um bom livro ante a lareira com uma taça de vinho.        ...

#Coluna da Mari: mundo dentro de nós

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  Olá galera. Mais uma vez surgindo após um longo período deixando esse blog pegando pó. Este ano retomei a terapia (coisa que recomendo a quem puder fazer, sério). A gente passa muito tempo da nossa vida acumulando coisas, seja de nós mesmos, seja de pessoas que vivem com a gente ou que passa por nossa existência. Ás vezes não percebemos como um simples "item" pode ser pesado, e com o tempo as consequências surgem. Nem adianta fingir que não tá lá, se não lidarmos com o que vivemos, a "poeira" vai se acumulando e uma hora acaba nos fazendo mal. Eu particularmente preciso praticar isso, mas tenho aprendido que em cada um, que em mim, existe um mundo inteiro. Assim como um desbravador precisa se aventurar em terras desconhecidas para saber onde está, precisamos nos aventurar no conhecido e desconhecido de nós mesmos para aprendermos a praticar o autocuidado, e manter nossa saúde mental em dia, pois uma mente doente cobra seu preço, e ele pode ser muito caro. Se cuide...

#Coluna da Mari: + Gratidão, - Reclamação

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  Eu me considero reclamona, especialmente quando as coisas acontecem de modo inesperadamente negativo. Mas acho que todo mundo é um pouco assim, ou pelo menos a maioria. Nesse ultimo ano, a pandemia e toda essa problemática com o governo atual tem acentuado isso, e a cada dia mais difícil não reclamar ou se questionar. A indignação e a revolta parecem que grudaram na garganta e não querem sair mais.               Não vou vir com uma filosofia de "Poliana" com um jogo do contente, mas uma coisa é verdade: precisamos tentar tirar o melhor de casa dia. Não será fácil, e tem dias que parecerá impossível parecer ser grato por algo, e soa meio tolo usar o conceito de agradecer por estar vivo por exemplo, ou por respirar. Porém ainda que pareça tolo, é um pequeno passo diário que vai se tornar uma semente á ser regada com outras "gratidões".           Cada um tem suas dificuldades, as coisas na vida que não nos ag...

#Coluna da Mari: O Poder da empatia

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              Este ano iniciei o primeiro semestre da faculdade. Acabei por me tornar representante da turma. Parece importante não é? Posso dizer que sim, afinal, especialmente neste período de pandemia preciso transmitir aos colegas o conteúdo das matérias, informações e etc.     Sendo assim, estou sempre respondendo mensagens, tirando dúvidas e ficando à disposição. Como por falta de turma fiz primeiro o 3º semestre, posso ajudar meus colegas iniciantes. Digo isso porque muitas vezes recebo e escuto sobre como esta ajuda está sendo útil. Não digo isso para me envaidecer, mas uma ideia que tenho tido cada vez mais é sobre como falta empatia atualmente.     Claro que nem sempre temos disposição, mas falta boa vontade em ajudar ao próximo, compreender suas dores, ou apenas estar ali à disposição de dar um ombro amigo. Estamos todos tão ansiosos, estressados e preocupados, e plantar a gentileza não somente aquece o coração ...