#Coluna do Nobre: Romeo (Capítulo 1)
Todos sorrindo exibindo a brancura dos dentes os casais juntos com suas alianças cravadas no dedo, era como observar uma casa de boneca na vitrine, pausa para mais uma foto, por favor, perfeição no sorriso, não queira ser analisado pelos críticos do álbum de família. A tia que encontra o mal olhado, o reflexo nos olhos o deixando vampiresco, a indigestão de ter que ouvir sobre o meio sorriso, aquele leve amarelado nos dentes indicava que você fumava ervas plantadas no fim do corredor a direta, e, Flora. Estouram o champanhe e fim de festa. Ela saia pelas ruas do bairro desconstruindo as ideias pré-concebidas e as dando novas funções deixando menos perfeitas que soavam; todo fundamento fugia da presença dos pensamentos filosóficos da destruidora dos sonhos. Não tinha nenhum segredo nos seus passos só precisava desconstruir os fatos, precisava construir a versão dos fatos dela, antissocial, compulsiva, mandona, maloqueira quando tem que ser, respirava individualismo, ...