#5 Coluna do Nobre: Bons meninos são maus (Capítulo 2)




Capítulo Novo!


Cada passo que ela dá me mata por dentro, dói, simplesmente, dói. Seu nome é encantador. Eu estava viciado em ouvir sua voz e com certeza era maravilhoso saber que eu morava em frente ao seu apartamento. Eu sou o moleque errado para a garota certa. E isso sempre foi tentador.
Não éramos amigos e nem os melhores vizinhos, Beatriz — esse é seu nome — me odiava e eu consequentemente não suportava a boa moça que adorava fazer.
Acredito no amor, sim, me chame de patético. Me chame do que for, mas quero uma princesa ainda. E ela seria a que com toda certeza me faria perder a cabeça. Beatriz não era só boa moça era a moça que fizera um cafajeste como eu babar por ela em apenas um dia. Como pode isso produção?
Antes quando eu estava a caçar, meu alvo nunca foi se apaixonar, amor é um jogo de encruzilhada. Só se joga quando for à hora. Independentemente, eu nunca gostaria de jogar, perder-me por paixão não valia tanto apena já que sou lindo preciso aproveitar enquanto tenho meus dotes para a conquista.
Vai, toque, eu deixo você tocar no meu tanquinho. Pele branquinha. Eu sei que você quer lavar suas roupas no tanquinho do papai aqui. Vai dizer que não? Mentirosa. Vai dizer que não sou um tesão em pessoa. Toda mulher gosta de um abdômen definido. Toda a mulher gosta de um macho que a domine pelos cabelos.
Quer saber de uma coisa. Eu não era assim… Mau… Mal educado. Eu era bom. Bom de mais. Educado. Simpático. Mais cansei de ser quem nunca fui. Bons meninos são maus. Tenha certeza. Eles deixam de ser otários. Mulheres não gostam de homens otários elas querem os maus.
Elas preferem os errados!, já ouviu isso? Bem, eu já. E não deixa de ser verdade. A menina é boa e o menino a usa sem dó colecionando corações por onde passa. Mas, sabe por que essa opção pelos errados? Simplesmente a resposta esta escancarada lhe esbofeteando a face. Bons meninos são maus. Ou seja, os maus meninos um dia já foram bons. Ou seja, eles são cafajestes, vagabundos mais sabem como tratar sua dama.

***

Era um condomínio com cinco blocos e nós éramos do sexto andar. A péssima noticia era que não havia elevador esses dias, estava em manutenção, mas como recompensa divina tinha piscina e isso era maravilhoso.
Já se passaram cinco meses, desde quando a ajudei com as compras.
A praia ficava a duas horas do nosso apartamento. E tinha uma cachoeira ao norte, mais ou menos, uma hora. Talvez eu a convidasse se fossemos amigos. Só que mal dizia um bom dia quando passava perto de mim, precisava a todo custo falar com ela. Teve essa sensação um dia, essa quando a pessoa sabe seu nome mais você não a conhece você se sente obrigado a conhecer melhor esta pessoa. Certo? Com certeza.
Não tinha nada o que fazer em casa, então convidei Beatriz para irmos à piscina. O sol estava convidativo havia nada o que fazer mesmo, precisa pegar uma cor. Na verdade eu sempre fico vermelho.
Quando chegamos, nadamos um pouco para lá e para cá, apostando corrida, e depois apostando quem conseguia ficar mais tempo debaixo d'água. Beatriz me pergunta a recompensa das apostas afinal, eu pensei em pedir seu Whatsapp… e bingo… ela quis meu Whatsapp como recompensa.
Seu sorriso era simpático e seu cabelo estava lindo. O cabelo de Beatriz é longo e castanho. Seu biquíni era de uma coleção da marca Prada, mas comprada na 25 de março em São Paulo. Eu sorri ao saber da historia do biquíni. Disse que não havia problemas porque ele — o biquíni — deixava Beatriz esplendorosa. Eu não sabia como não parar de olhar para suas curvas.
Apostamos uma ultima corrida Beatriz disparou na minha frente. Fui logo atrás. Se eu consegui alcançá-la?, não, nem dava. Então brinquei com ela. Fingi um afogamento. Na hora da virada expulsei todo o oxigênio dos meus pulmões e afundei quando ela levantou. "Alexandre!" Gritou. Beatriz desesperada me puxa para superfície, sobre o parapeito da piscina finjo estar desmaiado. "Alê… Alexandre? Socorro!" Chamou alguém. O salva-vidas estava vindo, mas Beatriz sabia o que fazer. Ela aplicou a técnica de respiração boca a boca. Sua boca sem o batom tinha um tom avermelhado cor cereja, eles eram tão delicados e macios.
“Quer ser minha amiga?”. Pergunto.
"Seu babaca. Não brinca assim". Sorri.
Mais veja pelo lado bom recebi respiração boca a boca.

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