#7 Coluna do Nobre: Bons meninos são maus (capítulo 3)



Capitulo 3, lá vamos nós!!!



Dirija-me. Dirija-me por todos os seus sonhos. Faça-me querer mais você. E se eu te der as costas me esbofeteie. Destrua-me. Acabe com toda minha arrogância. Quebra todos os meus ossos com paus e pedras mais fique, fique comigo e não pense em nada. Sabe como meu corpo te atrai. Sabe que meus braços te protegem. Sabe que meu colo é a sua fortaleza. Parta-me ao meio com todas as suas armas, mas não me deixe te desejar e não poder tocar.
Depois de uns dias eu conheci a menina dos meus sonhos e ela não é igual às outras, simplesmente, unicamente, ela completa um lado meu que escondo. Por isso e outras coisas tento fugir, mas ela me atrai quando sorri pra mim. A merda dos sentimentos tenta me enrola sempre.
Estávamos andando de bicicleta pelo bairro dando voltas no parquinho e depois em dois quarteirões a frente. Vê-la pedalar era uma obra de arte contemporânea e atemporal. Ultrapassa tudo que já é lindo na natureza. Olha como os cabelos dela voam e como o sol reflete seu brilho iluminando seus cabelos castanhos. Olha como os olhos dela ficam mais claros, são pequeníssimas coisas nela que me chamam a atenção. Nada mais que pequeníssimas coisas.
E que coisas são, para prender um canalha como você?, quer saber, mas não posso descrever. O que consigo já disse só que a outras mil pequeníssimas coisas que me atraem. Ela é uma obra-prima moldada minimalistamente, nunca, nessa ou em outra vida, juro, que nunca haverá um sorriso tão encantador e perolado como os de Beatriz.
— Ta afim… de ir a uma festa?
— Que festa?
— Se você for vai saber!
— É festa surpresa?
— Me acompanha e saberás, UÊ!
— Não saio com estranhos.
— Já pedi seu pai. — Ela se impressiona por um momento. — Ele deixou.
— Pediu a quem? — Ela parou de pedalar e apertou o freio bruscamente. Estava chateada.
— Depois da brincadeira fui me desculpar. Você entrou no apartamento que nem um furacão…
—… como se eu fosse uma adolescente mimada…
— É… Quer dizer… Nã-a-ao… Ei, não vai me esperar?
— Cara você chegou agora e já acha que pode sentar na janela? — Pausa. — Deixa de ser folgado.
— Acho sim que posso sentar na janela! Porque simplesmente posso.
— Pode é voltar pra debaixo da saia da sua mãe. Moleque.
— Ei, não ofende tá legal.
— O que você quer? Em? Disse que agente pode ser amigo mais esse jeito arrogante de ser o fortão e gostosão enjoa. Parou né.
— Por você eu paro.
— Pare por você mesmo.
— Porque esta sendo grossa?
— Porque esta sendo babaca?
— Se você é minha amiga mesmo, toque minha campainha às oito e meia.

***

As oito a campainha tocou. Fui ver pelo olho mágico era Beatriz me dando seu dedo do meio. Estava com uma tiara de flores na cabeça. Sapatos All Star, uma trança embutida jogada no ombro esquerdo. Sua blusa era estampada com flores de cerejeira e no centro o numero 88. Uma calça legging preta. Para onde vamos?, quer saber. Eu digo. Pelo caminho.
Bem nos Estados Unidos nas faculdades á as famosas Férias de Primavera, ou seja, Spring Break. Um amigo meu organizou uma num casarão em Botafogo. Ela desconfia um pouco. Mais topou.
Quando chegamos à festa já rolava a mil, as entradas era uma pulseira verde florescente com códigos de barra. Tocava todas às musicas do momento. Beatriz segurava um copo vermelho com refrigerante, odiava todos os tipos de bebida alcoólica. Eu estava com vodca das flamejantes. Minha cabeça rodava um pouco mais estava com uma felicidade irreconhecível. “Ei, você está muito linda!”. Digo. Ela chega perto. “O que?”. Ela pergunta. “Quer ficar comigo?” Ela chega mais perto. “O que você disse?” Pergunta. Ela faz um L na testa me chamando de lesado.
Puxo ela pela cintura seu copo cai ao chão, dou minha vodca, Beatriz bebe tudo. Estamos com os olhares conectados. Toda aquela fumaça e luzes coloridas estavam superlentas. Seu olhar estava tão conectado ao meu que sinto que pude ver sua alma. Com certeza na alma dela eu podia me ver.
Beatriz se afasta do meu corpo, sofro um vazio enorme com a nossa distancia. Mas não podia força aquilo, ela que deveria me permitir beija-la. Não, eu não sou trouxa por perder um beijo dessa gata. Pois se ela não me beijou depois da pegada foi porque ai tem e é algo que quero descobrir e acho que devo descobrir.
Eu precisava me perder naquele beijo. Eu precisava me encontrar de novo naqueles olhos avelã.

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