#Coluna do Nobre: Drug Parte I (capítulo 1)




Finalmente a continuação do conto "Bons meninos são maus" chegou, confira agora o primeiro capítulo 1!




Alexandre


O sabor de adrenalina é mais doce que açúcar, minhas mãos para o outro lado da janela sentindo o vento ricochetear o ar gelado que esta do lado de fora. Postes e mais postes de luzes alaranjadas passam rapidamente formando um clarão celestial entre minhas pálpebras meio abertas. Visão embaçada aos poucos se tornando nítida depois de borrões e borrões celestiais com aureola em volta como véu. Minhas mãos seguiam ondas loucas do vento que soprava manso, estava sentado no banco do passageiro à esquerda com Beatriz deitada no meu colo e Margo no dela. Na frente Rômulo e Arthur.
Que dor de cabeça dos infernos.
Ajeito-me e tento concentrar no que estava acontecendo naquele momento. A placa dizia BR - 040. Pra onde estávamos indo e porque estávamos numa estrada? Que droga não consigo pensar com tanta dor de cabeça.
— Amigão, acordou! — Gritou Arthur. Ele abre aquele sorriso de sempre e dá um sacode no meu rosto.
— Porque esta gritando cara. Fala baixo . — Rômulo olha pelo retrovisor e grita um mane. — Parem de gritar po… — Margo tampa minha boca antes que o palavrão saísse.
— Alê querido, fale baixo.
Estávamos pegando a Linha Vermelha agora, voltávamos de uma festa em Petrópolis. Lembrei. Beatriz ajeitando os cabelos grita bom dia ao ver o nascer do sol. Tirando a dor de cabeça por beber de mais, nunca estive tão alegre em toda minha vida e talvez não possa ficar pior… na verdade pode ficar pior sim, querendo ou não, caminhos são tomados particularmente você escolhe o caminho a trilhar. Por isso se torna particular.
Parece que faz mil anos que se passaram desde o primeiríssimo beijo que dei em Beatriz, essa menina não imagina o domínio que ela tem nas mãos. Eu escolhi meu próprio veneno para morrer, esse veneno beija meu pescoço numa linha reta até a ponto do meu queixo. Beija chupando meus lábios inferiores como ninguém nunca fez. Esse veneno segura meu peitoral com força enquanto senta no meu colo. Esse veneno arranha minhas costas de baixo para cima se movimentando lentamente. Beatriz é o veneno mais doce, mais puro e único que pode me matar.
— Ei, parem de se amar na minha frente antes que eu tenha um refluxo. Por favor! — Margo deu um soquinho no meu ombro de implicância.
— Quando chegarmos em casa quero conversar com você. — Beatriz me olha fixamente enquanto fujo com meu olhar para a janela. — Você esta me ouvindo? — Faço que sim levemente com a cabeça e ela entende que a tratei com desdém.
Descemos do carro, agradecemos a carona e se despedimos. Subimos os andares em silencio, o vazio dentro do elevador era tão ensurdecedor que por fim perguntei o que Beatriz queria falar comigo.
Ela ficou em silencio.
Insisto. Abro a porta do nosso apartamento e ela se joga no sofá. Eu queria saber, juro, mas vou direto para o banheiro tomar uma ducha. Não tiro a roupa tomo a ducha com roupa e tudo, enquanto a água escorre tirando toda poeira do meu corpo, fecho os olhos ao se arrepiar com o toque ligeiro de Beatriz entrando no Box e me beijando num ataque súbito. A água escorre entre nossos lábios umedecendo nossos corpos arrepiados. Ela fica sem ar… desliga a ducha… tira minha roupa, peça por peça…

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