#8 Coluna do Nobre: Bons meninos são maus (Capítulo 4)



Este capítulo está super emocionante, vamos ver?





Aconteça o que acontecer faça de tudo para chamar a atenção, seja bobo mais não ridículo. Seja brincalhão mais não pateta. Seja você e não egoísta.
Ultimamente tenho sido menos eu há consequência em jogo que precisamos abaixar a bola. Minha vida não foi à mesma e nunca será depois que me ofereci para ajudar a subir com as compras. Sua família entrou na minha vida como uma enxurrada. Tudo que achava ser paraíso não é mais. Tudo que achava bonito se tornou feio. E o que era feio continua feio. Sai sem sentido essa parte do pensamento.
Você me pergunta se esta tudo bem?, eu digo que sim. Vamos lá, bem, vejamos, porque não estaria bem. Qual é! Porque não estaria, afinal, quem vos fala é o Alexandre o Grande. O garanhão que as meninas imploram para tirar uma casquinha.
Se fosse tudo fácil eu não me importaria em dar valor. A cada dia Beatriz tem sido difícil e o bom jogo de moça educada me enoja. Não sei se gosto dela. Não sei se odeio. Mais sei de uma coisa, sua presença me faz tremer a fala some o suor brota e sofro com um pulular estranho no coração. Ele bate mais rápido do que deveria. Será que deveria bater desta forma? Eu o controlo bastante só que ele não me obedece mais. Ele deveria me obedecer, certo? Esse coração estúpido e ridículo.
Você esta proibido em dizer que estou apaixonado!, você quer saber porque, O.K., eu digo. Simplesmente porque não sei amar. Tudo bem para você? Sempre joguei meu charme e pronto pegava a mina. Você diz que minto compulsivamente. Mentira é um escudo que uso para esconder outras mentiras. Mentiras sobre mentiras. E sobre mentiras. Sobre mais mentiras.
Nego, não minto. Omito. Você tem algum segredo?, quer saber. O.K., eu te dou esse direito de perguntar mais não te permito saber da resposta.
— Vai com calma, ei garota, não é assim que o jogo dá sua partida. — Estávamos jogando sinuca.
— Já disse que odeio esse jeito de vagabundo. — Ela acerta uma. — HA.HA. Toma essa mano.
— Falou a que odeia meu jeito vagabundo. — Silencio. Pausa para á ultima jogada. Ela ganha a partida. — Você conhece o jogo de eu odeio. Exemplo. Eu odeio quando seu cabelo fica sobre seu olho. Na verdade eu amo.
— Não acho uma boa ideia.
— Porque não?
— Não combinamos. O odiaria mentir para você.
— Você amaria, né?
— Não, não é isso…
—… então é sobre o que?
— Não me obrigue a dizer o que não quero. Não quer dizer que estamos na área de jogos, por ser vazia afinal, que pode fazer alguma coisa.
— Você tem medo de mim?
— Porque teria? Mata nem uma mosca.
— Então porque esta dando passos para trás.
—… — Pausa. Respirações.
—… — Silêncio. Passos. Ando em sua direção enquanto arruma a mesa.
— Ouviu? É minha mãe me chamando.
— Sua mãe foi para o mercado, você mesma me contou.
— Já deve ter chegado.
— Então vou ajudar.
— Não precisa, meu namorado esta vindo com ela.
— Sim, O.K., já entendi. Antes de ir eu posso falar uma coisa?
— Se não for sobre sentimentos tudo bem.
— Eu sei que vou te machucar e sei que esta disposta sofrer.
— A cada dia você é mais podre.
— E você é meu anjo.

Não vai dizer que não mandei bem. Meninas amam ser chamadas de anjo mesmo que possam parecer lindas diabinhas. Ela pode ser quente, embora algumas não sejam lá essas coisas todas. Porém chame-a de anjo que ele te abençoa. Olha, olha como uma lagrima escorre nos olhos dela e cintilam. Beatriz está confusa e isso é bom. Quer dizer que cedo ou mais tarde ela vai correr para meus braços fortes e me beijar. Como eu disse elas preferem os maus, pois seus braços são maciços como rocha. Uma grande forma de protegê-las.
Na verdade não era nada disso…
Ela volta pela porta de correr com o rosto banhado de lagrima e raiva ao mesmo tempo: “Seu babaca”. Esbofeteia meu rosto. Expulsa sua raiva com pontas pé e murros. “Pare”. Ordeno. “Beatriz!” Peço. Ela não cansa de me bater e chorar ao mesmo tempo.
Em seguida pega o cabo de jogar sinuca, estou agachado, quebra em cima das minhas costas perto da nuca, e sangue escorre da minha boca. Não consigo mais me conter. Dou-lhe um empurrão e a prendo na parede.
Grito em sua face pondo toda a raiva transplantada pelos seus golpes. Ela esta desorientada. “Bate, me bate seu covarde. Anda. Bata em mim Alexandre. ANDA”. Ela cospe no meu ombro e se contorce. “Você é um merda!” Continua. “Você acha que é só me encher o saco e vamos transar. Melhor como vocês homens dizem. Você acha que vai me comer?” Ela esta transtornada então a solto e saio de perto.
Beatriz vem atrás de mim e puxa meu cabelo derrubando-me no chão. Não sou covarde, mas ela estava me mordendo? Que idiota.
“PA-A-RA-A-A!” Ela arregala os olhos. Ela se assusta com meu grito. Começa choras incessantemente. Levanto Beatriz pela cintura e sento-a com calma em cima da mesa de sinuca. Ela deita sua cabeça no meu ombro direito — já que cuspiu no esquerdo. Como estava tremendo. “Eu tenho nojo de você”. Diz quase soletrando. Eu roubo um beijo dela. Morde minha boca fazendo sangrar mais. “Eu te amo”. Ela sai sem dizer nada. Este dia quase chorei, mas nada me entristece. A não ser quando ela disse isso: “Que se ferre você e seu amor!”.

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